Repovoamentos de trutas em Trás-os-Montes

Repovoamentos de trutas em Trás-os-Montes




“Não há fome que não dê fartura!” e “Quem não chora, não mama!”. No País do 8 ou 80, estes provérbios não podiam ser mais verdade, e mais uma vez encontramos uma evidência disso na actual política de repovoamento de trutas. Depois daqui termos relatado as críticas em 2015 de várias entidades gestoras de concessões de pesca desportiva de Trás-os-Montes relativamente à política bastante deficiente e precária de repovoamento truteiro, eis que este ano chega uma resposta em força por parte das entidades responsáveis.

Repovoamento Trutas

Numa iniciativa sem precedentes, procedeu-se a um repovoamento intensivo de várias massas e cursos de água nesta região, tendo sido feito por exemplo um duplo repovoamento da barragem da Serra Serrada; um no início da temporada e outro em Junho com cerca de 3200 trutas. Mas não foi só a zona do parque de Montesinho que foi bafejada, já que temos também evidência de iniciativas similares noutras zonas, como por exemplo: o repovoamento das albufeiras do Penereiro e Valtorno em Vila Flor com cerca de 2000 trutas ou o repovoamento do Rio Aguilhão com 900 trutas em Santa Marta de Penaguião.


Enfim, claramente um sinal positivo a demonstrar que vale bem a pena arregaçar as mangas, juntar os nossos esforços de forma organizada e reclamar junto dos serviços centrais, nomeadamente junto do ICNF. A resposta pode tardar, mas não pode deixar de se fazer sentir no sentido de melhorar o nosso património truteiro que vai atravessando dias difíceis em algumas zonas do país.

Fica aqui o registo destas iniciativas e o nosso bem-haja para quem lutou e esteve na linha da frente para conseguir que estas iniciativas se traduzissem em realidade. Para esses aqui ficam os nossos parabéns, que bem merecem!! Certamente que no próximo ano muitos pescadores vão ter mais alegrias nesta região e devem-no a pessoas muito concretas 🙂 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.