Abriu a época de 2010 e já surgiram os primeiros dias em que é necessário por o Salmo Hornet a nadar. Estamos a falar de dias de chuva que fazem os caudais subir para níveis médios bastante interessantes e levam a que as trutas de bom tamanho se desloquem para o centro dos rios onde apanham as melhores passagens de alimento. Nessas alturas é preciso um isco que trabalhe a contra corrente e que afunde o suficiente para passar mesmo em frente ao nariz dos troféus. O salmo hornet está à altura do desafio, afundando rápidamente à contra corrente e nadando de forma frenética.

Esta amostra está disponivel em vários tamanhos, mas temos utilizado sobretudo a 4 cm nas versões floating e sinking. A versão floating é a mais leve com 3 gramas de peso, enquanto que a sinking tem 4 gramas. Apesar de a diferença ser diminuta, nota-se claramente a nível dos lançamentos com a versão sinking a fazer pelo menos mais 10 metros num 0,18. No entanto, a versão floating tem a vantagem de emergir quando se pára a recuperação do fio. Isto pode ser importante para ultrapassar obstáculos ou simplesmente para provocar o ataque das trutas numa postura de pesca mais próxima do jigging. É sabido que os peixes feridos tendem a flutuar, devido ao descontrolo da bexiga natatória. Algo que não passa despercebido às nossas trutas! 🙂
Uma das grandes vantagens do salmo hornet são os excelentes anzóis que utiliza. Extremamente afiados e com uma dureza irrepreensivel garantem que qualquer truta bem cravada terá poucas hipóteses de se soltar. A grande desvantagem destes iscos é a forma como respondem ao nós de pesca. Os nós têm que estar bem alinhados com a patilha da amostra e têm que ser monitorizados constantemente. Se a amostra não estiver a afundar rápidamente e a trabalhar na vertical, então não está a funcionar bem. Tem que se afinar o nó até que apresente um nadar irrepreensivel. A salmo também recomenda um nó e destorcedores especificos para as suas amostras.
Em termos de acção de pesca, temos tido sucesso a pescar para jusante e com lançamentos que vão desde 1/4 para montante a 1/2 para jusante. Importa recuperar rápidamente nos primeiros metros para por a amostra perto do fundo e depois pode-se adoptar um estilo mais sacudido do tipo para-arranca até chegar perto dos nossos pés. As trutas, se estiverem no centro do rio em postura tipica de alimentação, não irão ignorar o salmo hornet. Instruções mais detalhadas sobre a utilização do salmo hornet estão disponiveis no site original da Salmo – versão polaca.
Para aprender a utilizar este isco na perfeição, convém conhecê-lo melhor na página web do salmo hornet e ler os conselhos (tips) dos profissionais. Estes conselhos estão no final da página da salmo hornet em ProTip e são bastante interessantes. Este é um isco comprovado e que já deu as suas provas de mérito com as nossas trutas. Comparativamente às colheres, pesca mais em qualidade do que em quantidade e portanto obriga a uma maior insistência. Daí o “Insist on Salmo” da marca!
Para aguçar o apetite, podem ver alguns troféus (salmo trutta fario) tirados com as várias versões do Salmo. Boas pescarias!


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Penso que o salmo pode ser utilizado em vários tipos de rios, sendo reservado para áreas ou poços que tenham no mínimo 2 a 3 metros de profundidade. Muitas vezes uso o salmo só para um troço especifico e depois mudo de amostra para áreas com menos profundidade. Relativamente a águas limpidas e com pouca corrente, o melhor é pensar em light spinning. Fio 0,12 ou inferior, colheres 0 ou 1 e rapalas CD-3’s. São sempre dias de pesca dificeis, mas iscos de pequeno tamanho normalmente podem fazer a diferença.
Boas!
Partilho da tua opnião, mas isto tudo é muito bonito e aconselho a usar o salmo a quem pesca em rios profundos…porque o salmo afunda muito e com facilidade fica preso nas rochas do fundo! Falo por experinecia própria!
Em casos de dias com água muito limpidas o que usas?
Este fim de semana usei tudo o que tinha no cesto….mas nada funcionou!
Este fim de semana nada fez a diferença…