Linhas de pesca – Falcon / Asari.

Linhas de pesca – Falcon / Asari.




Esta é uma linha de pesca produzida no Japão e representada pela Evia na Peninsula Ibérica. Inicialmente apareceu no mercado com a marca Falcon, mas entretanto mudou de nome para Asari. Apesar desta mudança de nome, a linha tem exactamente as mesmas caracteristicas. A versão Prestige é uma versão já bem conhecida do nosso mercado, mas que gera impressões diversificadas junto dos pescadores. Muitos consideram-na muito fraca e outros acham que é do melhor. Pessoalmente. também vivo alguma dessa conflitualidade, pois esta linha já me deu excelentes resultados em variadas situações e alguns aborrecimentos noutras.

Segundo a marca, a linha é descrita da seguinte forma: “Fabricado com um fio de nova geração, o FALCON/ASARI PRESTIGE adquiriu um grau de suavidade insuperável. «Smoothness concept», maior resistência à ruptura e um excelente comportamento face à tensão de carga.” Assim, combinando o nylon com o fluorcarbono, esta linha supostamente alcança elevadas prestações em termos de invisibilidade, baixa elasticidade e resistência ao nó. Particularmente em termos de resistência, esta é uma linha que se enquadra dentro valores médios normais para linhas do mesmo tipo (ver tabela abaixo).

Como uma das suas grandes mais valias, tenho a comentar favorávelmente a sua resistência; quer à simples ruptura, quer ao nó. Isto apesar dos testes da European Fishing Tackle Trade Association que apontam uma diferença de quase 45% entre o valor anunciado e o valor real. Costumo pescar ao light spinning com esta linha em 0,12 e já tirei grandes troféus em Portugal e no Estrangeiro. Em Inglaterra, cheguei mesmo a capturar um salmão de 7 kg com 0,12 após 35 minutos de combate. Portanto, a este nível não tenho muito a dizer. Possivelmente, as bobines que tenho comprado pertenciam a lotes que foram bem controlados em termos de qualidade :).  Obviamente que também adoptei sempre com esta linha os cuidados normais de manutenção, ou seja, ir cortando os segmentos duvidosos durante a sessão de pesca. Devido à sua baixa elasticidade, pequenos cortes ou atritos na linha fazem-na perder resistência muito rápidamente.

O problema que normalmente tenho com esta linha é no enchimento dos carretos. É muito dificil de colocar esta linha no carreto de forma a que ele fique cheio até á borda, especialmente para tamanhos superiores ao 0,14 ou 0,16 mm. Muitas vezes estas tentativas acabam sempre em grandes perucas nos primeiros lançamentos. Penso que este facto se deve sobretudo à rigidez da linha que não ajuda a uma boa colocação do fio na bobina. Tenho ensaiado várias formas de encher o carreto, mas até agora sem resultados. Para o 0,12, este problema reduz-se devido à menor grossura do fio que obviamente também reduz a sua rigidez.

No global, é uma linha que gera alguma polémica, mas que vou continuar a utilizar para o light spinning. Em pequenos rios e com águas baixas e muito claras, a invisibilidade da cobertura fluoro pode funcionar como uma vantagem importante (pelo menos psicologicamente!). Simultaneamente, as provas dadas em termos de resistência pelo 0,12, dão-me algum à vontade para trabalhar algumas trutas de maior tamanho com mais calma.

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.