Rio Lima com barragem aberta em Julho.

Rio Lima com barragem aberta em Julho.




Depois de uma manhã de pesca pouco produtiva, resolvi encaminhar-me para a zona de Ponte da Barca para verificar quais as condições do Rio Lima. Talvez com um pouco de sorte, eu tivesse a possibilidade de encontrar a Barragem de Touvedo a debitar alguma água … Isto poderia significar que as trutas estivessem mais activas e com vontade de morder!

Após uma curta viagem, cheguei ao meu destino por volta das 12 horas e verifiquei que o rio estava com um caudal generoso, sinal de que a Barragem de Touvedo estava a debitar. Depois de pensar um pouco sobre o melhor local para bater o rio ao spinning, decidi-me pela margem esquerda perto de um viveiro de lampreias e algures para montante de Ponte da Barca. Com o rio a debitar e a água relativamente limpa e não muito fria, pareceu-me razoável pensar que as trutas estariam activas e como tal não teriam dificuldade em perseguir as amostras, sobretudo as de tamanho mais pequeno. Já no final da época era de esperar que as trutas estivessem bastante picadas e como tal os iscos mais pequenos seriam os mais produtivos.

Peguei na cana de 2,10 metros da Silstar (Powertip) e equipei-a com linha 0,12 e amostra Mepps Aglia nº 1. Iria tentar forçar ao máximo dos lançamentos, de modo a tentar alcançar a outra margem e bater o máximo de zonas possíveis. Comecei a pescar para montante e fui lançando por entre as aberturas das árvores. Os primeiros lançamentos foram improdutivos. Ainda vi algumas trutas a dar toques e a seguir o isco, mas mostraram-se desconfiadas. Enfim, fui avançando calmamente.

Passados 20 minutos, cheguei a um primeiro poço. Fiz vários lançamentos para a outra margem, tendo levado dois ou três toques ligeiros, e depois resolvi lançar no sentido da minha margem, onde existia uma boa sombra. Comecei a recuperar e quando a colher estava para chegar aos meus pés, levo uma pancada na linha e tenho a primeira truta cravada. Não era muito grande, mas era brava. Lá a tentei controlar como pude e, depois de três ou quatro saltos, trouxe-a à minha mão. Era mais um excelente exemplar do rio Lima com lindas pintas pretas. Depressa voltou às águas do rio.

Com esta captura, cheguei a um ponto de difícil movimentação e resolvi voltar para trás e bater do ponto onde entrei para jusante. Nesse troço de rio, já tinha visto boas trutas em pescarias passadas, e como tal pensei que talvez tivesse alguma sorte. No entanto, a realidade foi diferente; quer ao centro do rio, quer nas margens com bastante sombra, não se viam trutas. Pareceu-me estranho. Tratando-se aquela de uma zona de pesca profissional, achei que por ali tinha-se feito uma limpeza piscícola, possivelmente com rede. A verdade é que em tantos anos de pesca naquele local, foi a primeira vez que vi tão pouca truta durante uma hora e meia de pesca. É um prenúncio muito mau para o próximo ano 🙁

As duas únicas trutas que vi e que tirei, foram conseguidas junto de uma pequena ilhota, onde não é fácil colocar as artes de pesca tradicionais. Ali, e depois de dois lançamentos bem medidos, consegui tirar duas belas trutas com a medida mínima que foram rapidamente devolvidas à água. As trutas estavam de tal forma vorazes que atacaram a colher, mal ela tocou a água.

No global, esta curta jornada de cerca de 3 horas no Rio Lima não foi muito animadora. Apesar de o rio apresentar um caudal razoável e boas correntes, a presença de trutas estava muito abaixo daquilo que se esperava naquela zona. As condições climatéricas não eram certamente as melhores, mas a nossa impressão é que possivelmente esta zona está com excesso de pesca, sobretudo a nível profissional. Esperemos que para o ano o panorama mude.

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.