De volta às trutas nos açudes do Sopo

De volta às trutas nos açudes do Sopo




Depois de uma manhã intensa em dois spots bastante interessantes do Rio Coura, estava na altura de visitar uma das minhas zonas favoritas, também no mesmo rio: os açudes do Sopo. O potencial destes açudes, situados a jusante da Central de France, é bastante conhecido da maioria dos pescadores, e portanto achei que valia a pena passar por lá para ver como as coisas estavam. Como a Central de France não estava a bombar, interessava-me sobretudo comprovar se havia trutas e qual a densidade das mesmas.

Eu e o amigo Zé Pintalhão chegamos à zona do Sopo por volta das 12h30. Depois de uma descida de 10 minutos por um caminho estreito com muito mato, conseguimos ver as margens do rio. Lá estava o grande açude à nossa frente!! Infelizmente, não estava nas melhores condições. Existia muita erva e o nível estava bastante abaixo daquilo que vimos em épocas anteriores.

Sem hesitar muito, resolvemos bater rapidamente o local. Primeiro iríamos fazer um troço de cerca de 100 metros para jusante e depois regressaríamos ao muro do açude para bater a queda de água, e as correntes que se seguiam.

Saíram os primeiros lançamentos por entre árvores e comecei a testemunhar os primeiros movimentos das trutas. Elas pareciam estar ligeiramente assustadas, mas mesmo assim seguiam a colher a uma distância de segurança. Em três a quatro dezenas de lançamentos com uma Mepps Aglia nº1, vimos cerca de 10 trutas. Estava bastante satisfeito. Trutas não faltavam naquele troço, e algumas até com bom tamanho. Agora tirá-las era outro assunto, especialmente porque a falta de água condicionava imenso a sua actividade.

Sem nenhum toque a sério, eu e o Zé resolvemos voltar ao muro do açude. Eu mandei-o à frente para lançar nos sítios mais promissores, mas nada. Estava fixado nas trutas que tinha visto e voltou a um dos locais onde tinha lançado anteriormente. Erro fatal! Eu cheguei primeiro ao açude e atestei o primeiro lançamento para cima de uma queda de água com alguma intensidade. A colher nem chegou a percorrer um metro quando eu senti um puxão e vi uma truta a brilhar. Levantei a ponta da cana para cravar e a luta começou. A truta não era muito grande, mas eu estava com 0,12 e também não podia facilitar. Lá lhe dei alguma oportunidade para dar umas corridas e alguns saltos, e quando estava já cansada … resolvi tirar-lhe uma foto … Era uma linda truta de 23 cm, com umas excelentes cores prateadas.

Depois desta captura, o Zé resolveu bater o açude a milímetro, e eu dediquei-me às correntes a jusante.

Durante 20 minutos, bati as correntes incansavelmente, mas sem resultado. Por ali não andava qualquer truta e o Zé tão pouco teve sorte nos seus lançamentos. Enfim, à parte umas boas miúdas que estavam de biquini perto do açude a apanhar sol, nada mexeu que valesse a pena. Com o estômago a dar horas, e sem pica para mais lançamentos, voltamos ao carro para matar a fome.

Ainda havia mais sítios para bater da parte da tarde …

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.