Colher Vibrax Bullet Fly

Colher Vibrax Bullet Fly

Já muitos de nós conhecemos várias propostas de colheres que pretendem misturar a mosca com a acção rotativa. A eficácia destas colheres, relativamente às suas congéneres normais é sempre um mistério, mas para quem pratica o light spinning, a diferença pode ser bastante significativa. Existem várias marcas a produzir este tipo de modelos e uma das mais conhecidas é claramente a Mepps, com as suas versões Thunder Bugs.

Até muito recentemente, a Super Vibrax tinha algumas propostas tentativas nesta área, procurando adaptar algumas penas e pêlos aos triplos dos seus modelos tradicionais, mas não tinha evoluído para uma solução dedicada a este segmento. Agora parece que a situação se inverteu, e a Super Vibrax lançou o modelo Bullet Fly. Este modelo pega numa base típica da Super Vibrax e incorpora uma mosca mesmo em cima da argola do triplo e uma nova folha do tipo Panther Martin. A folha está incrustada directamente no eixo da amostra.

Colher Super Vibrax Bullet Fly

A amostra está disponível em vários tamanhos que vão desde o número 3 ao 0. Isto para uma distribuição de pesos entre os 10,6 e os 3 gramas. Parecem-nos pesos relativamente elevados, o que pode ser um vantagem termos de lançamento, mas que também podem condicionar a sua utilização em zonas de menor profundidade. Uma colher número 0 com 3 gramas parece-nos algo desproporcionada, mas teríamos que ver um exemplar para avaliar. No site da marca existem 10 combinações de cores, e todas elas parecem-nos estar muito longe de tentar imitar qualquer insecto natural, ao invés do que ocorre, por exemplo, com a Mepps Thunder Bug.

Em termos de preço, vimos um preço de 2,85 euro num site, o que coloca a amostra dentro dos limites normais para este tipo de segmento.

No global, consideramos que esta amostra é um avanço da Vibrax neste segmento e que pode ser eficaz em situações muito concretas. O peso elevado e as cores extremamente berrantes, podem ser desvantagens em zonas de águas calmas, pouco profundas e bastante claras. De qualquer forma, o melhor é mesmo experimentar para averiguar do potencial desta colher. Como normalmente temos dificuldade em encontrar as Panther Martin por cá, esta pode uma hipótese com alguma capacidade para as substituir. Mas não há nada como experimentar primeiro … para evitar enfiar barretes 🙂 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.