Penso que poucos serão os pescadores de trutas ao spinning que nunca ouviram falar das amostras da marca Rublex, especialmente da versão Celta, que muitas vezes se confunde com a própria marca. Desde os meus primeiros anos de pesca às trutas, que esta era uma colher muito conhecida e utilizada pelos pescadores de trutas ao longo de toda a nossa geografia. A sua popularidade era tanta que muitas vezes esta era a única marca que existia no cesto dos pescadores de trutas e poucos eram aqueles que pensavam sequer em utilizar outra marca.
A Rublex era uma marca francesa que a partir de 1990 foi adquirida pela Lukris (marca espanhola sediada na Cantabria) passando a ser produzida em Espanha. Assim, a Lukris, para além de deter a marca Mapso, também produz a marca Rublex, dispondo de 5 versões de colheres rotativas e 3 versões de colheres ondulantes.
No que respeita às versões rotativas, ganha destaque, pela sua fama entre nós, a Celta, quer na vertente normal, quer na vertente long. A Celta tradicional é uma colher que dispõe de um sistema anti-rotação que evita que a linha seja submetida a níveis elevados de rotação durante a recuperação. O seu anzol pode ser facilmente substituído e a evolução da amostra dentro de água é bastante airosa com movimentos intermitentes bastante atractivos. Em termos de pesos, a amostra varia entre os 1,5 gramas da colher 0 e os 7 gramas da colher 4, podendo utilizar 15 tipos diferentes de cores ao nível da folha. É essencialmente uma versão destinada a águas paradas ou com ligeira corrente. Já a versão long é uma versão mais recente destinada a águas onde existe forte corrente, estando disponível em 3 cores (dourado, prateado e cobre) e apresentando pesos mais consideráveis, que vão desde os 5 gramas da nº1 aos 12 gramas da nº3. Claramente uma colher mais do tipo afundante que apresenta características similares à Tanger ou à Mepps Aglia Long.
Uma outra colher muito conhecida na nossa praça é a Veltic que também é um modelo da Rublex. Esta é uma colher com boa capacidade de rotação, mesmo a velocidades de recuperação bastante baixas, e que se apresenta em várias opções em termos de cores e pesos. Ao nível da cores, existem 12 folhas diferentes e em termos de pesos, existem 6 opções, que vão da número 1 com 2 gramas até à número 6 com 12 gramas. É uma colher com bastante aplicação em águas paradas, mas que também pode dar bons resultados nalgumas correntes.
Finalmente, uma versão menos conhecida, mas que parece também ser bastante eficaz é a Turbo. Esta colher pega na típica estrutura da folha de uma Celta e introduz três buracos na mesma de forma a potenciar a sua rotação dentro de água. Está disponível em 6 tipos de folhas e os pesos vão desde os 1,5 gramas da nº0 até aos 9 gramas da nº5.
Os preços para a colheres Rublex nas versões anteriores andam na sua média entre os 3 e os 5 euros. Os preços variam de forma positiva com o tamanho das amostras e portanto os números maiores são aqueles que têm preços próximos de 5 euros. Os preços praticados não estão muito longe daqueles que são praticados para outras marcas conceituadas, como a Mepps, Vibrax ou Panther Martin, e portanto posicionam a Rublex como sendo uma marca de qualidade.
Relativamente à performance desta marca, pouco há a dizer, já que muitos de vocês conhecem melhor os modelos Celta e Veltic do que eu. Na minha opinião, devido ao seu baixo peso, são sobretudo colheres para utilizar em águas mais paradas ou onde a corrente não seja tão forte. Não sou um grande utilizador, mas não posso negar a eficácia que as mesmas possuem nas mãos de grandes mestres de pesca ao spinning. São colheres que têm dado provas de eficácia consistente ao longo de vários anos e que, portanto, não irão defraudar o pescador nas situações mais difíceis. Claramente o tipo de modelo que várias pescadores iniciados compram para a sua caixa de material de pesca, e com razão 🙂 🙂



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