No Alto Águeda …

No Alto Águeda …

Em inícios de Julho, e já próximo do fim da temporada geral, resolvi fazer uma visita ao Rio Águeda. Este ano, a minha disponibilidade para pescar nos rios do Caramulo foi quase inexistente e portanto achei que valia a pena fazer uma passagem pelo Águeda, mais que não fosse para matar saudades e também para conhecer alguns locais novos.

Como o dia escolhido se apresentava relativamente claro e com calor, resolvi apostar no material de light spinning com cana de 1,8 metros, linha 0,12 da Trabucco e Mepps Aglia nº1. Essa aposta revelou-se correcta, até porque o caudal do rio estava bastante baixo, a água estava límpida e como tal as trutas podiam nos observar desde longe.

A primeira entrada deu-se num poço e corrente antes de chegar a Águeda. Esta era uma zona onde eu já tinha visto trutas, mas acabou por ser um autêntico flop. Mesmo insistindo com vários lançamentos nas zonas com maior potencial, levei três ou quatro toques, um deles forte, a pôr o carreto a cantar, mas não vi sinal de truta. Pareceu-me que os toques mais ligeiros eram de escalo e que o toque mais forte deveria ser de barbo.

À primeira vista, pareceu-me que o rio, naquele local, apresentava menos peixe do que no ano anterior. Facto que se tornou mais claro após ter visto uma boa rede de pesca pendurada nas árvores. Com esta situação, perdi totalmente a confiança naquele local e achei que não valia a pena continuar. A falta de densidade de peixe e sobretudo de trutas estava mais do que justificada.

Depois deste desaire, decidi ir para montante e pescar uma zona de montanha com alguns poços e correntes. Uma zona normalmente difícil, ou mesmo impossível de pescar durante a Primavera, mas que com a diminuição do caudal no Verão permite uma pesca relativamente fácil.

Depois de uma descida inclinada e atribulada, cheguei à margem. Corrente para montante e poço mesmo ao meu lado. Lançamento na perpendicular, a colher cai na água e mal começa a rodar, sinto um puxão na linha. Cravo e do outro lado, vejo uma pequena truta a dar luta. Lá a seguro e sem grande novidade, trago-a até à minha mão, apenas para tirar uma foto. Uma linda truta do Águeda com 17 centímetros.

Truta 17 cm Rio Águeda Julho 2015

Depois deste primeiro sinal positivo, mantive-me mais afoito na marcha para montante. Os lançamentos iam palmilhando o rio à minha frente e notava-se que havia alguma actividade por parte das trutas, mas infelizmente tinham um tamanho bastante reduzido. Notava-se claramente que os exemplares de maior dimensão estavam preferencialmente em zonas com maior profundidade ou com maior cobertura vegetal.

Assim, e sem grandes novidades, tirei mais quatro trutas sem tamanho mínimo durante duas horas a pescar para montante. Apesar da luta não ser muito complicada de gerir, notava-se que as trutas estavam bastante aguerridas e não estavam dispostas a facilitar a captura.

Pequeno poço no Rio Águeda Julho 2015

Sem sinal de exemplares de bom tamanho e para evitar estar a picar alevins sucessivamente, resolvi dar a pescaria por terminada às 13 horas. Tinha sido uma manhã bem passada atrás das trutas, só manchada pela falta de densidade motivada pela pesca ilegal junto a Águeda e por algum excesso de pressão de pesca mais a montante. Penso que com uma maior fiscalização, este rio poderia voltar a ser umas das referências truteiras a nível nacional. O que é preciso é que haja vontade para isso!!

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.