Quando os carretos de pesca falham …

Quando os carretos de pesca falham …


Quando os carretos atingem uma determinada idade, os problemas começam a surgir e a trazer complicações durante a acção de pesca. Um dos mais comuns tende a ser o problema com o enrolamento das linhas. Este tipo de situação descamba normalmente em maior torção nas linhas e em casos terminais na formação de perucas bastante complicadas durante os lançamentos ou mesmo em cortes directos na linha. Obviamente, isto só significa custos acrescidos: em linha, em amostras e, nalguns casos, em trutas que fogem.

As causas para este tipo de situação têm a ver sobretudo com folgas no eixo principal do carreto (quer na oscilação lateral, quer na subida e na descida) ou com problemas no funcionamento da guia da linha. Ao nível do eixo, o desgaste do mecanismo interno que trabalha com base em várias peças é a principal causa de problemas. Com o acumular de pescarias, algumas das peças vão-se desgastando e começam a surgir as folgas. A adição de massa de contacto em zonas criticas pode ajudar a reduzir os efeitos dessa situação, mas a partir de determinada altura, o desgaste leva à total inutilização do carreto. Já no caso da guia, os principais problemas têm a ver com a mola da guia ou com a pequena roldana na qual assenta o fio. Em ambos os casos, as folgas tornam-se comuns e podem levar a que o fio seja enrolado de forma não uniforme ou numa área que não é a mais correcta, No caso de desgaste da roldana, podem surgir mesmo situações em que o fio apareça roçado ou cortado.

Todo este tipo de situações exige uma constante atenção ao carreto e uma manutenção cuidada. A limpeza e a adição de óleo às peças mais sensiveis, nomeadamente o eixo central, a mola e a roldana da guia, são fundamentais para permitir uma maior longevidade do carreto. Isto torna-se obrigatório, especialmente em dias de chuva ou quando se deixa cair o carreto à água. Com água, os carretos começam a perder viscosidade que é necessária á sua manutenção e surge um maior atrito ao nível das peças internas. Deixar um carreto nestas condições é o mesmo que condená-lo a uma morte rápida.

De qualquer forma, os carretos têm sempre uma vida limitada. Apesar de alguns de nós os considerarem como talismãs, quando chega a hora H têm que ser trocados, pois passam a dar muito mais chatices do que prazer. Consertar um carreto também pode ser uma opção, mas muitas vezes o custo acaba por ser superior ao preço de um novo, sobretudo quando são necessárias peças novas que são dificeis de encontrar para modelos antigos. Portanto, tudo depende do compromisso entre valor monetário e valor sentimental … Para alguns de nós, o valor sentimental também é bastante importante 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.