Sondagem: amostras na pesca à truta.

Sondagem: amostras na pesca à truta.


Depois de mais de um ano de sondagem realizada na página do Trutas.PT, ficamos a conhecer quais são os iscos artificiais preferidos pelos pescadores de trutas que navegam online. Os resultados obtidos não são nenhuma surpresa e parecem apenas confirmar aquilo que muitos de nós já observavam na prática. Apesar das novidades introduzidas no mercado por várias marcas, os iscos artificiais tradicionais continuam a ter um papel importante no spinning às trutas.

A dominar os iscos artificiais, aparecem as colheres de pesca com cerca de 70% de votos. São estes os iscos por excelência dos pescadores de trutas nacionais, sendo utilizados de forma sazonal ou contínua. Nas aberturas são poucos os que dispensam esta amostra, estando sempre presentes nas caixas de pesca, mesmo de alguns mosqueiros ou minhoqueiros convictos. Já para os fanáticos do spinning, ela é obrigatória, sendo claramente uma amostra todo o terreno.

As razões para a utilização deste isco são várias e passam desde logo, pela sua eficácia, preço barato (comparativamente a peixes artificiais) e maior facilidade de utilização em acção de pesca. A juntar a isto, também temos o facto de as lojas de pesca apostarem mais nestes iscos, influenciando assim o padrão de compra dos nossos pescadores.

A nível mais detalhado, destaca-se a importância das Mepps na pesca à truta, recolhendo cerca de 54% de todos os votos. Esta preferência reflecte a eficácia que este isco francês tem na pesca às trutas comuns. Bastante apreciado pelos nossos pescadores, este é um isco que funciona bem em águas correntes e águas mais remansosas, possuindo qualidades excepcionais em termos de rotação, vibração e reflexos dentro de água. A uma larga distância, aparecem colheres como a vibrax e a celta que tendem cada vez mais a ser utilizadas como soluções para condições especificas.

Já no que diz respeito a peixes artificiais, só 24% considera estes iscos como sendo os seus favoritos. Atendendo ao preço elevado destas amostras, esta percentagem já é bastante interessante e faz-nos pensar que os nossos pescadores começam a apreciar as subtilezas da pesca às trutas com peixes artificiais. Dentro dos peixes artificiais, a Rapala é claramente a marca vencedora com mais do dobro dos votos da sua rival directa, a Salmo. Isto parece-nos ser claramente a consequência directa de uma maior implantação no mercado, mas também da excelente qualidade e inovação presente nalguns modelos desta marca. Apesar de algumas falhas, a Rapala tem modelos mais todo o terreno para a pesca à truta comum do que outras marcas.

No global, esta sondagem permitiu conferir aquilo que já todos sabiamos. As colheres lideram as preferências dos nossos pescadores a larga distância dos peixes artificiais. Dentro das colheres, são as Mepps que lideram. Já no que diz respeito aos peixes artificiais, é a Rapala que continua a dar cartas.

Para já este é o cenário, mas estaremos atentos para ver se este estado de coisas se altera num futuro próximo. Esta sondagem termina hoje, mas voltará num futuro próximo para averiguarmos o que se alterou nas preferências dos nossos pescadores 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.