A caminho do muro de Touvedo – Rio Lima

A caminho do muro de Touvedo – Rio Lima


Depois da última passagem frustrante pelo Rio Lima atrás das trutas, resolvi que tinha que lá voltar assim que possível. Assim, e mal surgiu oportunidade, eu e o Torres resolvemos fazer mais uma expedição, desta vez num local que bem conheço e onde eu sei que costumam existir bons exemplares.

O dia não era o mais propício, já que estava calor e não existiam qualquer tipo de nuvens, mas mesmo assim achamos que valia a pena tentar a sorte a caminho do muro de Touvedo, insistindo sobretudo nos poços e correntes mais profundas. A única coisa que nos podia impedir seria o caudal da Barragem, caso houvesse um débito substancial.

Felizmente, deparamos com um caudal baixo associado a um débito mínimo da barragem de Touvedo. Já não era nada mau e como tal, começamos a preparar o material de heavy spinning para atacar o troço. Canas de 1,8 metros para cima, linhas de 0,18 para cima e colheres nº3.

Depois de uma descida atribulada a caminho da margem do rio, os primeiros lançamentos saíram na entrada de uma corrente num poço. Viam-se alguns poucos peixes a mosquear, mas muito poucos para o que era habitual naquela zona. Lá tentei meter a amostra na outra margem e num lançamento mais bem conseguido, tenho um primeiro toque e cravo a primeira truta do dia. Ela bem tentou fugir, mas estava bem presa. Um lindo exemplar de 21 centímetros do Lima para abrir hostilidades. Rapidamente devolvido à água.

Truta 21 cm Rio Lima Maio 2014

Animados por esta captura, começamos a pescar com mais afinco. Entramos numa primeira zona de corrente e não tivemos qualquer reacção. Depois avançámos para mais uma zona de poços. Logo no início dessa zona de poços, tive dois toques mas as trutas não se seguraram. Notava-se que elas estavam a morder, mas com algum receio para não se aleijarem muito 🙂

Entretanto o sol estava a ficar mais prumo e notava-se o calor. Nas margens muito pouco profundas e em zonas com sombra, via-se actividade de trutas, mas mal a colher passava por lá não se sentia nada. Estavam 100% dedicadas à mosca!! Enfim, nem sempre podiam picar à amostra.

Já no final da zona de poços, realizo um lançamento para a outra margem, começo a recuperar e a meio do rio, sinto um toque, cravo e vejo uma truta a saltar fora de água. Lá a tento segurar, ela arranca para montante, mas como não tinha um grande tamanho, não demorou muito a acabar nas minhas mãos. Mais uma truta do Lima, esta já com o 23 centímetros.

Depois desta captura, voltei a uma entrada de uma corrente no poço. Um lançamento para montante e nada. Um lançamento na perpendicular para a outra margem e nada. Um lançamento para jusante a alcançar a outra margem, começo a recuperar lentamente e quando a amostra vem a sair fora de água, vejo um vulto a sair debaixo da pedra onde eu estava e a abrir a boca. Bastou o instinto de a cravar, para a levantar no ar e a por fora de água, tal a força com que a truta entrou à colher. Uma linda truta do Lima com 25 centímetros.

Truta 25 cm Rio Lima Maio 2014

Depois desta terceira captura, ainda avancei para o centro da corrente. Ali, e já na ponta final, antes de chegar à zona de protecção da barragem, consegui tirar mais uma pequena truta do Lima que foi rapidamente devolvida à água. Era a quarta truta em menos de duas horas.

Sem mais rio para continuar, tivemos que parar a pescaria e avançar para outro local. O dia estava a ser produtivo, apesar das condições não serem as melhores, mas a zona de protecção tinha que ser respeitada. O Torres não tinha tirado nada naquela zona, porque as trutas estavam apenas a atacar a minha colher. Sabe-se lá porquê..

Enfim, valeu a pena voltar ao rio Lima para esta pequena sessão de pesca. Mais uma vez se comprova que este grande rio continua a ter trutas nos locais mais batidos e que muitas vezes pequenas diferenças em termos de clima ou material de pesca podem fazer a diferença entre uma boa ou uma má pescaria.

Comentários Facebook - Trutas.PT
Related Posts with Thumbnails




Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.