Condições no Rio Gadanha – 2011.

Condições no Rio Gadanha – 2011.


No passado dia 19 de Fevereiro de 2011, tivemos a oportunidade de visitar o rio Gadanha durante uma pescaria às trutas realizada no rio Minho. Esta visita ocorreu já ao final do dia e permitiu-nos aferir sobretudo a dimensão do caudal e a temperatura da água.

Como podem verificar pela fotografia de capa deste post, o caudal era generoso. Depois das fortes chuvadas que cairam durante toda a semana, não era de esperar outra coisa! O rio corria com força e mesmo os poços mais fundos apresentavam condições dificeis para a pesca ao spinning, pois com tanta corrente só muito dificilmente as amostras conseguiriam ser colocadas nos locais mais apropriados para as trutas. No entanto, nem tudo são más noticias! Possivelmente, os fortes caudais também poderão ajudar os pescadores a terem margens mais limpas, pois alguma da vegetação mais densa poderá desaparecer em determinados locais.

Atendendo às enxurradas ocorridas, a visibilidade já era boa e a água não apresentava grande coloração. A temperatura era a normal para esta época do ano e os efeitos de alguma neve que se encontrava nos contrafortes da Serra da Peneda não se faziam sentir de forma muito significativa na água. Isto pode indicar que, perante alguns dias de Sol na próxima semana, as trutas poderão entrar em níveis elevados de actividade. 

Pensamos que mais uma ou duas semanas, com a chuva a fazer-se sentir apenas ocasionalmente, serão suficientes para o rio alcançar as condições ideais para a pesca ao spinning. O caudal elevado q.b. costuma ser o cenário mais prolifico em termos de capturas, colocando as trutas em frenesim de alimentação acelerado, dissimulando melhor a acção do pescador e aumentando a atracção dos iscos artificiais. Aliás, têm sido essas as melhores condições para mim ao longo dos anos.

Certamente que quem visitar o Gadanha este ano … e sobretudo nas primeiras semanas de pesca … não se irá arrepender 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.