Tarde em Touvedo …

Tarde em Touvedo …

Meados de Julho de 2011. Com mais um dia de sol e algum calor pela frente, deu-me vontade de visitar o Rio Lima na Barragem de Touvedo. O dia começou com alguma nortada e pareceu-me que poderia valer a pena visitar as zonas com sombra e ramalhos da Barragem, onde poderiam estar algumas trutas em actividade. Pelo menos, era isto que eu pensava 🙂 se tudo corresse mal, havia sempre a possibilidade de pelo menos tentar alguns achigãs nas zonas com mais lenha.

Tal como previsto, cheguei ao local por volta das 12 horas e comecei logo a bater as zonas mais promissoras. Seleccionei o material mais adequado para a pesca em Barragem na vertente heavy spinning; cana de 2,10 metros Silstar Powertip, carreto Cormoura, linha 0,18 (também da Cormoura) e rapala Max-Rap de 8 cm. Os primeiros lançamentos surgiram nas áreas com ramalhos procurando ver até que ponto alguns peixes estariam emboscados por ali. Vi alguns movimentos à superfície, mas não eram trutas. Eram apenas pequenos achigãs … que numa mistura de susto e curiosidade, se mexiam de forma nervosa perante a presença do isco.

Fiquei bastante bem surpreendido com o funcionamento do Max-Rap em áreas onde era preciso trabalhar próximo da superfície. A ondulação lateral da amostra era verdadeiramente atractiva e passado meia hora surgiu o primeiro resultado: um primeiro achigã cheio de curiosidade enfiei a cabeça no triplo traseiro. Isto mal o rapala caiu na água … nem deu hipótese.

Entretanto, e perante este primeiro peixe, resolvi atacar uma zona mais profunda com uma Mepps Aglia Longcast nº 5, tentando ver até que ponto alguma boa truta estava ou não nas vertentes mais inclinadas. Não durou muito tempo … a água não era tão profunda como eu pensava e a amostra começou a tocar no leito … não valia a pena continuar, pois certamente iria perder a amostra. Decidi então que estava na hora de entrar numa zona com mais sombra e muitos ramalhos. Ali vi a primeira truta … cerca de 23 cm e a alimentar-se de pequenos mosquitos. Bem lhe lancei para cima, mas só veio ver o que era. Já estava mais do que avisada relativamente aos rapalas. Voltei a insistir e quando a amostra vinha a passar por cima de um pequeno declive no leito do rio, vejo um achigã a atacar e a cravar-se. Tinha cerca de 500 gramas. Tentei segurá-lo, mas saltou fora de água e cuspiu o isco. Que chatice!!

Voltei a atacar o mesmo local e ainda vi mais duas trutas, todas com pelo menos 25 cm, mas estavam muito bravas. Fugiram mal viram o rapala. Não havia muito a fazer, havia que continuar. Perante a recusa com o rapala, resolvi meter o Storm de 3 cm e cor RT, mas não vi mais nenhuma truta. Nas duas horas e meia de pesca que se seguiram, apenas vi alguns achigãs. Levei três toques e tirei dois achigãs pequenos, sem a medida legal. Todo o peixe foi devolvido à água, apesar de não ver com bons olhos a presença de achigãs numa Barragem que devia ser claramente truteira.

A jornada foi claramente muito pobre em termos de capturas. O céu claro, o calor e o vento forte diminuíram a eficácia da pescaria. O peixe também estava muito pouco activo. Destacou-se pela negativa a falta de trutas, mas sobretudo de achigãs de bom tamanho, que costumavam andar por esta altura do ano na Barragem. Enfim, certamente que a Barragem de Touvedo continua com bons troféus, mas que só mordem em dias muito especiais. Este não foi um desses dias 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.