Tarde de pesca no Rio Lima …

Tarde de pesca no Rio Lima …


Depois de uma manhã de pesca no Rio Vade, e depois de um almoço bastante razoável num tasco de Ponte da Barca, resolvemos fazer uma parte da tarde no Rio Lima. Tínhamos compromissos para o final da tarde no Porto, mas o meu vicio e o do Prof. Arlindo Cunha exigia que se fizesse mais uma investida para desgastar o almoço.

Assim, resolvemos entrar num local para montante de Ponte da Barca. Como a barragem de Touvedo estava parada e o céu estava bastante claro, achei que o ideal era tentar procurar as trutas em zonas de sombras com muitas árvores. Pelo menos essa era teoria, na prática já sabemos que a coisa pia mais fino 🙂 🙂

Resolvi dividir três horas de pesca, por dois troços; um primeiro não muito longe do muro de Touvedo e um segundo próximo de Ponte da Barca. Ambos os troços revelaram-se uma boa aposta, apesar da densidade de trutas observadas não ser tanta elevada como aquela que existia 3 ou 4 anos atrás. Mas isto, poderia ser apenas devido às condições climatéricas do dia.

Logo no primeiro troço, realizei quatro capturas e duas delas deram-me um gosto especial, porque foram realizadas à vista. As trutas andavam a mosquear junto à margem em zona difícil e portanto foi só uma questão de lançar no sítio certo à hora certa. Num dos casos, o amigo Arlindo lançou primeiro e espantou a truta que vinha de tal ordem desorientada, que se atirou à minha amostra 🙂 Ou foi o que pareceu 🙂 🙂

Enfim, a tarde começou a correr bem e ainda deu para apreciar alguns malabarismos das trutas dentro de água. As trutas estavam mais concentradas em zonas fundas, com pouca corrente e queriam sombra.

Truta com a colher na boca no Rio Lima

No segundo troço, o cenário não se alterou muito. As trutas continuavam a estar à procura de sombra.

Mal chegamos, o amigo Arlindo abriu as hostilidades. Tirou a primeira truta com cerca de 18 centímetros que rapidamente devolveu à água. Foi o primeiro sinal promissor. Entretanto, à medida que fomos avançando para jusante, notava-se que cada pequena entrada tinha uma truta. Ou se via a truta a mosquear à superfície ou então sentia-se um toque quando a colher andava dentro de água. Durante uma hora, foi este o cenário que se nos deparou. No meu caso, levei vários toques, mas só consegui duas capturas. Uma truta pequena e outra de bom tamanho.

A de bom tamanho foi capturada num lançamento típico debaixo das árvores. Entro numa zona cheia de mato e de maior fundura junto à margem. Por entre duas árvores há um pequeno espaço por onde se pode lançar. Depois de realizar uma incursão silenciosa por entre o mato da margem, lanço para o espaço por entre as árvores. Deixo a amostra afundar um pouco, começo a recuperar lentamente e quando a amostra vem a sair fora de água, vejo uma truta a abocanhá-la. Cravo instintivamente, a truta sente-se cravada e salta fora de água. Tento dominá-la, aplicando força no 0,12, mas ela está impossível. Não a posso deixar esticar muito, porque não faltam ramos para ela se enrolar. Lá a controlo dentro do possível. Passado dois minutos, em que a sorte contou muito, tiro o camaroeiro, e como ela estava cansada, não demorou muito até metê-la lá dentro. Tinha capturado um lindo exemplar do Lima com cerca de 27 centímetros. Uma das boas trutas do Lima de que eu já tinha muitas saudades!!

Truta 27 cm Rio Lima Junho 2013

Depois desta captura, ainda avançamos para jusante, mas o mato começou a tornar-se fechado demais. Tínhamos que fazer 200 metros para encontrar um local para pescar. Entretanto, a comporta de Touvedo abriu, o rio subiu e os locais para pescar eram ainda menores. Com isso e com o tempo a apertar, resolvemos dar por terminada a sessão de pesca.

Claramente, foi um dia de pesca bem passado com o Prof. Arlindo Cunha. Diverti-mo-nos e vivemos fortes emoções com as trutas do Lima e Vade. Apreciei sobretudo voltar a fazer uma jornada no Lima, pois este ano, com as descargas constantes, ainda não tinha tido oportunidade de pescar a sério. Acho que o Lima ainda terá boas condições para dar mais umas trutas até ao fim da temporada, portanto quero ver se passo por lá antes do final da mesma.

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.