Condições de pesca no Rio Coura – abertura

Condições de pesca no Rio Coura – abertura


Depois de uma manhã de chuva no Rio Mouro, resolvemos dar meia volta e entrar ao Coura. O início da tarde revelou-se extremamente complicado no Mouro, pois na zona onde estivemos a água começou a subir rapidamente e as correntes ganharam imensa força. Sem açudes para conter uma grande parte do ímpeto da água, cedo percebemos que nada iríamos ali fazer, pois as colheres não conseguiam passar junto do leito do rio. Havia que abalar!!

Em pouco menos de 45 minutos chegamos ao Coura e encaminhei-me para a zona das barragens. Com o caudal também bastante alto, só numa zona com muro é que se podia esperar mexer alguma coisa. A água estava bem castanha, mas a cor não era muito espessa, portanto, as trutas, se quisessem, não teriam dificuldades em identificar o isco e atacá-lo.

Eu e o Torres bem batemos a barragem de Covas de forma intensiva. Forçamos os lançamentos ao máximo e tentamos palmilhar os locais mais promissores, mas sem resultado. Ficamos, no entanto, bastante surpreendidos com as barracas que encontramos construídas ao longo da margem. Certamente pessoal da terra ou pessoal de fora que veio muito cedo e que antecipando a entrada da chuva, se deu ao trabalho de meter uns paus ao alto e cobri-los com um plástico forte para se resguardarem da chuva. Umas autênticas construções para pescadores sabidos e que não se querem molhar …

Depois de uma hora a coar água e não ver nada, encontramos um velhote que esteve a pescar ao fundo e conseguiu apanhar uma truta. Nada mau, porque nós nem as cheiramos 🙂 🙂

Não satisfeitos, ainda resolvemos avançar para a zona das correntes a jusante de Covas. O cenário também era do piorio para a pesca, como se pode ver pelas fotos do post.

Caudal do Rio Coura em 1 de Março de 2014

Uma corrente endiabrada que não oferecia as condições mínimas para o spinning. Mesmo assim, e apelando para a loucura, eu e o Torres ainda resolvemos por as colheres a mexer, procurando os pequenos redemoinhos da margem, mas trutas é que nem vê-las.

Atendendo ao que vimos no Coura, certamente que a maioria dos locais não foi bem pescada e portanto as trutas devem estar quase intocadas. Isto significa claramente que os melhores dias ainda estão para vir. Com a descida das águas e a paragem do débito das barragens devem surgir as primeiras grandes pescarias da temporada. A ver se consigo lá ir dentro em breve … custa-me ainda não ter tirado uma truta do Coura 🙂 🙂

Related Posts with Thumbnails




Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.