Manhã de chuva em Pisões

Manhã de chuva em Pisões


Finais de Julho e mais um dia de chuva anunciado para a zona Norte. Perante este cenário, resolvi que era capaz de valer a pena visitar a Barragem dos Pisões, já que a albufeira da mesma tem estado completamente cheia desde o início do ano. A ideia era tentar mexer algumas das trutas que tinham estado fora do alcance das amostras durante uma grande parte do ano, contando com o auxílio da chuva. O que era preciso era que as trutas estivessem disponíveis para isso.

Cheguei a Pisões por volta das 6 da manhã e dirigi-me à saída de uma linha de água em frente aos viveiros. A chuva ameaçava, mas ainda não tinha dado o ar da sua graça de forma clara. Mal cheguei à margem, verifiquei logo que o nível da albufeira tinha baixado relativamente à minha última visita a este local, portanto certamente que alguém já por ali tinha passado em dias anteriores a fazer o mesmo que eu. Preparei o material de heavy spinning e saíram os primeiros lançamentos. A colher foi o isco escolhido para abrir as hostilidades. Durante 10 minutos, bati o local de forma intensiva e nada mexeu. Nem sequer, vi peixe. Realizo mais um lançamento longo para a outra margem, começo a recuperar e sinto um toque. Cravo e vejo um pequeno peixe a saltar fora de água. Não me pareceu truta. E efectivamente não era … tratava-se de um pequeno achigã … que foi rapidamente devolvido à água.

Perante esta captura, resolvi mudar de colher para o rapala X-Rap 6 cm RT, para ver se tinha mais sorte. O primeiro efeito viu-se logo quando uma truta de cerca de 25 centímetros atacou o rapala, mas não se cravou!! Era uma arco-íris, mas torceu-se de forma tão violenta que não deu hipótese à amostra.

Com este sinal positivo, resolvi manter o rapala e avançar para jusante. Ia bater a margem direita até à saída de água de Sezelhe. Entretanto a chuva começou a engrossar e o caminho tornou-se mais penoso, mas vontade não faltava de pescar.

Numa outra zona, com saída de água e com muita vegetação dentro de água, consigo realizar outra captura. Lançamento para a outra margem, dois toques de rapala e cravadela imediata. Tinha do outro lado um achigã que não se queria render à primeira. Lá deu a luta da ordem, saltou fora de água duas vezes, mas a sua pequena dimensão não lhe permitia grandes andamentos. Em poucos menos de 2 minutos, já estava do lado de cá. E bem cravado …

Achigã 24 cm Barragem dos Pisões Julho 2014

Depois desta captura, entrei num período de duas horas em que apenas andei a coar água. É que nem senti toque. A chuva intensificou-se e a ela juntou-se o vento forte. O panorama não estava nada favorável para o spinning, já que os lançamentos eram bastante limitados. De qualquer forma, lá fui forçando a nota.

Na fase final, e já próximo da saída da conduta de sezelhe, consigo realizar um lançamento mais longo e quando a amostra vem quase a sair da água, sinto um toque e vejo uma truta a saltar. Levanto-a no ar e entretanto cai na areia da margem. Uma arco-íris com 22 centímetros … nem saiu da água …

Truta arco-íris - 22 cm Barragem dos Pisões Julho 2014

Depois desta captura, a chuva voltou a engrossar e o peixe deixou de se ver. Bem tentei outros locais e apostei nas zonas que me pareciam mais promissoras, mas nada mexia. Não havia assunto …

Enfim, passadas mais duas horas e com umas sandes pelo meio, resolvi que não valia a pena continuar a malhar em Pisões. O peixe parecia estar bem picado e nem a chuva ajudava. Fiquei claramente com a sensação de que devo ter perdido a melhor altura para entrar em Pisões por uma questão de dias. Quem passou pela primeira vez com a descida do nível da Barragem é que deve ter tido mais sorte … se calhar 🙂 🙂 … porque em Pisões nunca se sabe!!

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.