Rio Gadanha no dia da abertura 2015

Rio Gadanha no dia da abertura 2015

Depois de um início de abertura em grande, cuja história ainda não foi contada, resolvemos visitar um rio que já há muito tempo não era pescado; o Gadanha. Com condições normais em termos meteorológicos, não esperávamos encontrar o rio com um caudal muito forte e como tal as condições poderiam estar razoáveis para pescar ao spinning. O único problema que não conseguíamos antecipar era o número de pescadores que poderiam estar a pescar neste rio. Como é um rio relativamente pequeno, as trutas estão sempre atentas e conseguem perceber a passagem dos pescadores na margem, especialmente daqueles que andam à minhoca e que não têm outra opção senão encostar à margem.

Escolhemos o troço final do Gadanha e chegamos ao local por volta das 12 horas. Vimos dois carros parados perto da ponte sobre o Gadanha e vimos logo que concorrência não faltava, até porque um deles tinha matrícula espanhola. Eu e o Torres mantivemos o equipamento de heavy spinning que trazíamos do Minho e toca a atacar o Gadanha. Chego primeiro ao rio, mesmo junto à ponte, lanço a 10 metros da margem, o lançamento cai perto de uma raiz afundada numa corrente profunda de areia, começo a recuperar e mal a colher roda dentro de água, vejo uma truta a atacar e cravo imediatamente. Ela salta fora de água duas vezes, tento segurá-la, mas ao terceiro salto cuspiu a colher. Era uma truta com cerca de 28 centímetros e que nos colocou logo em estado de sítio. Era um bom prenúncio.

Com o caudal médio, correntes com força razoável, boas profundidades nos açudes e temperatura da água média, estavam reunidas as condições para se tirarem umas boas trutas. Palmilhamos o rio durante cerca de 1 hora e meia. Já tinha passado gente à nossa frente, pois as pegadas eram visíveis desde o início do troço, mas mesmo assim estávamos confiantes.

Rio Gadanha 1 de Março de 2015

No entanto, a confiança foi esmorecendo. Em zonas pontuais, comecei a visualizar três a quatro trutas coladas ao fundo e a mexerem muito pouco atrás da amostra. Isto em dois poços mais fundos. Sinal de que já estavam assustadas. Efectivamente, o rio nesta zona tem uma dimensão curta e as margens são tão acentuadas que os pescadores acabam por se mostrar na passagem.

Ainda fomos até à ponte seguinte, mas o cenário era mais do mesmo e não nos dava muitas opções. Tivemos que mudar de local. Ainda conseguimos chegar à fala com dois ou três pescadores que tinham pescado o Gadanha. Todos eles estavam à minhoca e entraram no mesmo troço antes de nós. As capturas saldaram-se por duas ou três trutas de pequeno tamanho que foram devolvidas à água, segundo eles. Enfim, sinal de que as maiores ainda lá ficaram e que provavelmente tenho que lá voltar num dia especial para colocar aqui umas fotos de trutas do Gadanha!! 🙂 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.