Mais uma dose de savelhas do Lima

Mais uma dose de savelhas do Lima


Mais uma pescaria em meados de Junho e mais uma a incidir sobre o Rio Lima. Com o apertar do calor e com os rios de menor caudal a tornarem-se cada vez menos produtivos, sobretudo por excesso de pressão de pesca e aumento exponencial de visibilidade das trutas, sobram os rios de maior caudal que são influenciados por barragens a montante.

Assim, e sem grande preparação, cheguei ao Lima, perto de Ponte da Barca, por volta das 6 horas da manhã. Com céu limpo e previsão de algum calor intenso, as minhas expectativas de pesca não eram muito elevadas e as poucas que existiam estavam concentradas nas primeiras horas da manhã, em que a água estava mais fria e a sombra se espalhava por todo o rio.

Como é costume no Lima, peguei no equipamento de heavy spinning e comecei a malhar por entre as árvores. Os primeiros lançamentos foram de puro aquecimento e nada mexeu. Nem sequer se via qualquer sinal de movimentação de peixe à superfície.

Fui batendo as correntes e poços com alguma intensidade, mas parecia que estava tudo tranquilo. Quando o sol começou a levantar a sério, tive o meu primeiro toque, mas muito ligeiro. Nem parecia peixe. Lá voltei a insistir no mesmo sítio e quando vinha a recuperar vejo quatro savelhas a seguir a amostra. Lançamento para o mesmo local, deixo afundar um pouco, começo a recuperar e quando a amostra entra a meio do poço, sinto um toque e cravo de imediato. Do outro lado, o peixe arrancou e começou a levar alguma linha. Lá o controlei com alguma força, mas em resposta vejo uma linda savelha a saltar fora de água. Ainda pensei que a tivesse perdido, mas a tensão manteve-se na linha. Com calma, fui-a trabalhando durante cerca de 3 minutos e quando já aparentava algum cansaço, arrastei-a até à margem. Uma linda savelha de 43 centímetros para tirar a grade!

Savelha 43 cm Rio Lima Junho 2015

Depois de a devolver, por estar fora da época legal, resolvi voltar à faina e tentar fazer mexer mais alguma. No imediato não se passou nada. Parecia que toda a acção tinha terminado com aquela captura. No entanto, passados 15 minutos de malhar no mesmo sítio, volto a ter outro toque. Insisto com outro lançamento no mesmo local e mal a amostra começa a rolar, cravo outra savelha que saltou de imediato fora de água. Puxei a cana para trás e verifiquei que a tensão se mantinha. A savelha não tinha fugido e estava bem cravada. Aliás, por isso mesmo, não demorou muito até acabar nas minhas mãos para outra foto antes de ser libertada … 40 centímetros!!

Savelha 40 cm Rio Lima Junho 2015

Já com o sol bem alto e com o dia a aquecer, resolvi mudar de sítio e tentar o início de uma corrente profunda, à saída de uma zona de seixo. Os primeiros lançamentos nada produziram, no entanto, já quando estava para sair do local, faço um lançamento para montante, junto à margem, começo a recuperar e de repente a linha começa a andar de lado. Cravo imediatamente e vejo um peixe a passar por mim como um tiro e a levar fio. Passou quase por cima dos pés!! Lá o tentei segurar, mas ele parecia endiabrado. Saltou quatro vezes fora de água e pensei que ia fugir. Felizmente para mim, o triplo estava bem cravado e permitiu-me aplicar alguma força. Assim, e depois de quase 5 minutos de luta e várias passagens pelo camaroeiro, lá o consegui meter para dentro. Um lindo sável de 44 centímetros que foi também devolvido.

Sável 44 cm Rio Lima Junho 2015

Enfim, depois desta sequência de peixes e sem trutas no horizonte, resolvi fechar a pescaria no Lima. Tinha tido emoções qb, mesmo sem trutas, no entanto, pouco interessava andar a picar mais sáveis e savelhas, numa altura em que a retenção dos mesmo já era proibida, devido à desova. Assim, e sem grande motivação para ficar, resolvi meter a cana no carro e avançar para outro local onde se pudesse, pelo menos, mexer algumas trutas de jeito.

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.