20 minutos no Skipark do Zêzere …

20 minutos no Skipark do Zêzere …


No início de Maio, passei pela Serra da Estrela em deslocação familiar e, como não podia deixar de ser, levei as canas no carro para o caso de me deparar com algum local mais aprazível próximo de um rio, onde fosse obrigatório um lançamento. Assim, e depois de uma breve passagem pelo vale glaciar do Zêzere, que incluiu uma paragem obrigatória no viveiro de trutas para mostrar alguns bons exemplares aos rapazes e incutir-lhes o vício, não tardou até se fazer uma paragem no Skipark para um pequeno lanche.

Como o tempo estava relativamente quente e encoberto, achei que valia a pena pegar no material. Assim, meti uma tanger nº3 dourada na minha cana de 1,8 metros e resolvi bater o pequeno troço que está entre o açude e a ponte de madeira de acesso ao skipark. Já estava um carro parado junto da ponte, portanto não devia ser o primeiro a entrar no local, mas o vício era tanto que tinha que haver fio esticado. Primeiro lançamento logo debaixo da ponte!

Inicialmente, parecia que não havia peixe no rio. A corrente tinha uma força média e a água estava bastante límpida, mas não se via sinal de peixe a mexer. Lá fui insistindo e só passados 5 minutos é que vi a primeira truta a deslocar-se, mas muito encostada ao fundo. Fui aguçando a vista e vi mais que uma. Todas elas próximas do fundo e quase indiferentes à amostra. Sinal de que por ali já tinha passado muita colher.

Fui avançando para montante e resolvi centrar a minha atenção, num canto onde a corrente afunda antes de entrar numa espécie de pequena praia fluvial com uma pequena ponte para pessoas. Um lançamento para a outra margem e nada mexe. Outro lançamento quase idêntico e quando a amostra está para sair da água, vejo uma truta a atirar-se a ela. Foi só o tempo de cravar e a truta com a força caiu logo ao meu lado. Um exemplar de 23 centímetros com umas cores bastante bonitas.

Truta 23 cm Rio Zêzere Maio 2016

Aproveitei a oportunidade para mostrar a truta ao meu rapaz mais velho e rapidamente devolvi-a à água. Posteriormente, ainda fiz mais uns lançamentos na mesma zona, mas já sem mais sinal de truta decente. Ainda vi dois exemplares pequenos e bastante bogas, escalos e barbos, certamente a prepararem-se para a desova.

Com o tempo contado e o almoço a tardar, rapidamente fechei o tasco e arrumei a cana. Tive a impressão de que se tivesse continuado, certamente teria tirado umas boas trutas, mas a prioridade nesse dia não era a pesca …

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.