Peixes artificiais Daiwa – Dead or Alive

Peixes artificiais Daiwa – Dead or Alive

Na incessante procura de novas amostras para a pesca à truta, acabamos por deparar com um novo conceito proposto pelo produtor de material de pesca: Daiwa. A Daiwa, mais conhecida pela produção de carretos e canas, também possui uma linha de peixes artificiais e outras amostras, que incluem spinnerbaits para o achigã e peixes em vinil para a pesca das grandes trutas de lago do Canadá e Estados Unidos (os megaforce soft trout lures de 21 cm e 150 gramas).

Dentro dos peixes artificiais, existem 10 modelos disponíveis e alguns têm maior potencial para a truta do que outros. Os modelos Shad, Minnow ou Peanut são claramente os que, pelo seu menor tamanho, mais se adaptam ao spinning que realizamos nas nossas massas de água, no entanto, o valor acrescentado dessas propostas relativamente aquelas que são oferecidas pelas marcas concorrentes não é muito significativo. Assim, vamos focalizar a nossa atenção num modelo que nos parece bastante atractivo pela combinação de efeitos que propõe, apesar de se destinar sobretudo ao very heavy spinning. O modelo Dead Or Alive.

Este é um peixe artificial do tipo articulado com duas junções que conferem uma oscilação natatória bastante pronunciada mesmo com níveis bastante reduzidos de recuperação. Este efeito oscilante imita um peixe que está ferido de morte e que se apresenta como um alvo fácil para grandes predadores. Para incrementar ainda mais o seu poder de atracção, este peixe artificial também dispõe de uma cauda rotativa que gira de forma pronunciada à medida que a amostra é recuperada. A culminar o arsenal deste isco, surgem olhos com efeitos reais do tipo 3-D e anzóis bem afiados com alta resistência.

Relativamente a cores, este modelo está disponível em quatro versões: truta arco-iris, achigã pequeno, perca firetiger e Ayu (cinzento e amarelo). Os tamanhos disponíveis são de 13 cm (39 gramas) e 15 cm (62 gramas), equipados com anzóis de tamanho nº 2 e nº 1, respectivamente. Atendendo ao peso desta amostra, certamente que os lançamentos vão atingir distâncias bastante interessantes, dependendo obviamente do diâmetro e tipo de linha que se use no carreto. No entanto, o peso elevado da amostra não significa acção de fundo, de facto, a sua acção é claramente de superfície.

Olhando para as características deste peixe artificial, ficamos com a sensação de que é claramente uma proposta arrojada para as nossas águas e que possivelmente só terá sucesso para a pesca das trutas nas grandes massas de água nacionais e para exemplares com mais de kilo. Assim, não recomendamos a sua compra, a não ser para quem goste de pescar ao heavy spinning e para quem goste de correr grandes riscos na utilização de novas propostas para as nossas trutas. Apesar de reconhecermos potencial a esta proposta, parece-nos que a mesma está mais adaptada às águas americanas do que às europeias … Mas nunca se sabe 🙂 Eu até gostei dela … mas será que as trutas gostam?

Só as velhas bichas do Minho e de Pisões é que podem ajudar a decidir 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.