De passagem pelo Rio Âncora

De passagem pelo Rio Âncora




Na sequência de mais uma pescaria às trutas pelo Norte de Portugal, resolvi fazer um desvio e visitar um local que me é bem conhecido. O rio Âncora na zona livre junto à Foz. Já não era a primeira vez que por lá passava, no entanto a densidade de trutas que encontrei das vezes que lá fui, desperta-me sempre a curiosidade quando passo na proximidade. Desta vez, foi mais um desses casos 🙂

Cheguei ao rio, por volta das 16 horas, e já trazia o material de light spinning do Coura, melhorado por uma breve visita a Olicacipesca em Valença. A falta de colheres Mepps Aglia nº1 tinha chegado a um ponto crítico e eu tive que fazer um desvio estratégico para me abastecer.

Mal entrei ao rio, os primeiros 10 minutos foram perdidos a encher a bobina do carreto com 0,12 da Fendreel. O rio apresentava-se com um caudal normal para esta altura do ano, ou seja baixo e com muito pouca corrente. Para não perder muito tempo, comecei a pescar logo por debaixo da ponte da EN. 13 e fui avançando lentamente para jusante.

Nos primeiros lançamentos não vi trutas, no entanto à medida que fui avançando e cheguei à primeira ponte, comecei a ver as primeiras trutas decentes. Pensando que podia ter sorte, lancei de forma cruzada para debaixo de umas árvores, e o assunto não se fez tardar. Quando a colher vinha a meio caminho, sinto um puxão na linha e tinha truta a dobrar na ponta dos anzóis. Deu a luta do costume, saltando fora de água e correndo para os lados, mas o pouco tamanho do peixe também não lhe permitia grandes acrobacias. Assim, acabou rapidamente nas minhas mãos. Uma linda truta de 15 centímetros que foi libertada de imediato.

A captura deu-me algum alento, mas as condições não eram claramente as melhores. O dia claro, a água límpida, a falta de vento, tudo se conjugava para as trutas estarem bastante desconfiadas e estavam mesmo. Desde o local da captura até ao último açude do Âncora, vi mais de 20 trutas e algumas de muito bom tamanho. Estavam quase todas encostadas à minha margem, e apenas se mexiam para vir ver o isco. Eu bem tentei improvisar, mas nada as fazia comer. Pelo aparato das trutas, estavam mesmo boas para o saltão 🙂

Ainda forcei a pescaria um pouco mais, entrando na zona afectada pela maré. A maré estava alta e eu pensei que poderia ter alguma sorte com as mariscas, mas nada disso. Apenas tive alguns toques e perseguições de tainhas que por ali andavam. Cravar é que nada!

Enfim, mais uma visita ao Âncora e mais uma enorme satisfação em ver que a densidade de trutas se mantém estável, apesar da pressão de pesca. Foi claramente a última visita. Agora só para o ano, a não ser que caia por aí uma trovoada ou uma chuva forte 🙂

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Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.