De volta a Paradela do Rio …

De volta a Paradela do Rio …

Sábado, dia 11 de Setembro de 2010. Depois de uma ausência prolongada dos cenários de pesca à truta, resolvi voltar em força depois de uma semana com alguma chuva. O meu destino tinha que ser naturalmente as barragens do Gerês, começando por um local mítico como é a Barragem de Paradela do Rio. Com o refrescar da temperatura e a queda de alguma água mais fresca vinda dos céus, pensei que as trutas pudessem estar mais acessíveis e mais activas. E depois, de tanto tempo sem um spinning às trutas, vicio não faltava 🙂

Depois de uma viagem do Porto sem grandes peripécias, cheguei a Paradela do Rio por volta das 7 horas da manhã. O sol estava a nascer e a temperatura andava por volta dos 16 centigrados. Na Barragem só corria um vento leste forte encanado vindo da entrada do Cávado na Barragem. Era um vento que pela sua força chegava a ser frio e como tal obrigou-me a vestir uma camisola. O mais curioso era a sua localização bastante especifica. Em todos os outros locais da Barragem, não se notava qualquer deslocação de ar de registo!

Relativamente às condições de pesca, as condições eram muito diferentes das que vivemos durante a abertura do dia 1 de Abril. O nível de água da albufeira era muito inferior. Pelo menos 20 a 30 metros de diferença, conforme se pode confirmar pela fotografia na capa deste post. Isto significava que as trutas tinham menos espaço para se abrigar e portanto deveriam estar mais concentradas.

Comecei a pescar às 7h30 e apostei numa combinação de light spinning para Barragem: linha 0,12 Asari, cana de 1,8 metros e amostras mepps nº1 e rapala CD-3 RT. Contei que as trutas estivessem de tal maneira picadas que só mesmo com iscos pequenos é que se podia ter algum ataque significativo. Isso era o que eu pensava, mas as trutas estavam muito ariscas. Com o vento a prejudicar a maioria dos lançamentos e a água quente, perto dos 22 centigrados, comecei a ver o caso mal parado. Ainda pensei que a temperatura mais fria do ar poderia puxar algumas trutas para cima …

Passado duas horas de pesca, nem sinal de trutas. Resolvi sair do túnel de vento do Cávado e avancei para Norte a caminho da saída de um ribeiro … Entrei numa zona sem vento e comecei a ver alguma actividade mosqueira … bom sinal! A partir daí, a experiência de pesca melhorou significativamente. Comecei a ver as primeiras trutas atrás do rapala CD-3. Visualizei pelo menos 3 trutas atrás do rapala, todas com tamanho inferior ao mínimo legal e já perto da foz do ribeiro, levei um toque do que pareceu ser um bom bicho. Nesta zona estavam alguns cardumes de alevins e portanto as trutas que ali estavam deviam ser de bom tamanho e sabiam muito bem o que queriam!

Enfim, a verdade foi que nem uma truta tirei desde as 7 às 12h30. Fiz um bom percurso e tive oportunidade de voltar às velhas lides. Verifiquei que ainda ficaram algumas trutas na Barragem e todas estavam em posições muito estratégicas. Não fiquei muito decepcionado com a falta de capturas, até porque atendendo à temperatura da água, os bons bichos deviam estar mais profundos e fora do meu alcance.

No entanto, mesmo depois desta estafa, ainda não tinha tido a minha conta. O vento de Leste parou e eu resolvi entrar na queda de água do rio Cávado na Barragem de Paradela. Depois de uma descida de 50 metros a pique em zona onde poucos entram, lá consegui chegar a este local paradisiaco (ver foto abaixo).

Boa oxigenação da água, uma profundidade considerável e uma sombra impecável marcavam as condições deste local. Era o cenário para dar uma boa truta … Digo bem … era, porque infelizmente as coisas não correram bem. Passei 30 minutos a lançar neste local e tentei de tudo … mepps, rapala, vibrax … de vários tamanhos … Só no final de uma recuperação é que levei um toque numa vibrax nº3 vermelha e vi uma truta de cerca de 30 cm a segui-la até fora de água. Tinha vontade de morder, mas nem tanto 🙂

Estava satisfeito! De volta ao teatro de operações, comecei a relembrar as boas jornadas do ano e a sentir as grandes emoções da pesca à truta. Não morderam, mas também as condições não eram nada favoráveis. Tinha desfrutado de uma excelente manhã numa das zonas mais belas do Gerês. Isso ninguém me tirava … e ainda havia vontade para mais. Rápidamente apontei o carro a Pisões para continuar a minha jornada  …

Related Posts with Thumbnails




Informação sobre o autor

Pescador de trutas desde os 18 anos. Tem uma forte dedicação ao spinning com colher e peixes artificiais, tendo pescado em Portugal, Espanha e no Reino Unido. Actualmente, pesca sobretudo na zona do Minho, Gerês e Centro do país.